O locutor Luiz Lombardi Netto (69 anos), dono de uma das vozes mais famosas da TV brasileira, foi encontrado morto por seus familiares, na manhã desta quarta-feira (02/11), em sua casa, em Santo André, ABC paulista.
Foi sua esposa, Eni, que percebeu que ele estava morto. Ela teria o chamado para ir trabalhar e então percebeu que ele estava morto.
A informação oficial da PM, que foi acionada por Eni, apontam que as causas da morte foram naturais. Por enquanto não foram divulgadas informações sobre o velório e enterro do locutor.
Hoje Lombardi gravaria os programas de domingo no SBT. Silvio Santos foi informado da fatalidade ainda pela manhã, quando se dirigia ao SBT para gravar seu programa. Ele teria chegado à emissora visivelmente abalado.
Perfil:
Lombardi trabalhava com Silvio Santos há mais de 37 anos, antes mesmo do surgimento do SBT. Ficou nacionalmente conhecido, por interagir com o apresentador nos programas dominicais do SBT, como um coadjuvante oculto de Silvio Santos.
Por motivos contratuais e pessoais Lombardi nunca fez aparições (oficiais) públicas na TV, mesmo assim ele figurava o imaginário dos telespectadores, que sempre tiveram curiosidade em saber como ele era.
Teve até uma telespectadora que escreveu para o extinto programa "Porta da Esperança", pedindo para conhecê-lo.
Engana-se que pensa que ele atuava somente na TV. Desde o começo da carreira, na década de 60, ele sonhava em ser narrador de futebol. Atualmente ele apresentava o programa "Show de Rádio do Lombardi", pela rádio ABC AM, veiculado aos sábados e domingos das 10 às 12h.
Lombardi nos bastidores da fama:
Na época em que eu trabalhei no SBT tive a oportunidade de conhecer o Lombardi. Ele era muito simpático e popular entre os funcionários da emissora. Chegamos a tomar café juntos, na praça de alimentação do SBT.
Lembro de uma história muito engraçada dele, que nunca vou me esquecer.
Quando acabava a gravação do programa de Silvio Santos ele ia embora no ônibus fretado da emissora junto com os demais funcionários. Quando desembarcávamos no terminal Barra-Funda ele pegava o metrô para ir embora para casa.
Cheguei a ver uma cena muito engraçada. Ele sacava um telefone celular e com a voz bem empostada começava a ligar para algumas pessoas. Não demorava para as pessoas o reconhecer pela voz. Nessas sempre pediam um autógrafo e ele, como quem não quer nada, sempre andava com umas fotos promocionais na pasta marrom de couro, para distribuir aos fãs.
Fica difícil imaginar como serão as tardes de domingo e os anúncios da Telessena sem a narração pontual e marcante de Lombardi.
Seria simpático que Silvio Santos prestasse uma homenagem ao locutor, com direito a imagens inéditas de bastidores das gravações. Afinal a história de Lombardi se confunde com a da própria televisão.